Pressão, sobrecarga, tensão, desgaste, dor, sofrimento e desprazer, por
exemplo, são algumas das muitas circunstâncias que definem e caracterizam as
situações estressantes, que produzem um conjunto de reações físicas,
psicológicas e até mesmo sociais, temporárias (quando alguém sofre de
ansiedade ao chegar no horário para um compromisso e o transito não ajuda) ou de
longa duração (após anos e anos de trabalho duro e pouco descanso, constatar
que o mês sobra cada vez mais e o salário, quando existe, dura cada
vez menos). Até aí nenhuma novidade para a maioria de nós mortais deste belo
planeta, porém, as consequências destas situações manifestam-se com
crescente violência em todos os aspectos de nossa vida privada, pública e
ambiental, ou seja, tanto nós, individualmente, nossa sociedade e
nosso ambiente adoecem e procuram se adaptar de diferentes formas. Em uma
palavra, tudo isso é estresse.
Os sintomas destes desequilíbrios....todo mundo já conhece... Muitos entre
bilhões trabalham e se esforçam para que esta adaptação seja mais saudável e
feliz.
No âmbito da saúde humana, a propósito, a Organização Mundial de Saúde
(O.M.S.), ao longo de várias décadas, tem apresentado contribuições
e políticas à prevenção e tratamento de muitas doenças (decorrentes inclusive do
estresse) que afligem a humanidade. Curiosamente, ao descrédito de céticos
desinformados, têm realizado recomendações à utilização de terapias
complementares ou não convencionais, a saber: acupuntura, massagem,
medicina popular sob a forma de preparações sobre plantas, ervas ou fitoterapia,
além de outras práticas congêneres que, a par de apresentarem origem milenar,
uso consagrado e eficaz em diversos povos (por exemplo, a acupuntura e a
massagem Tui-Ná surgiram na China há milhares de anos) são considerados
complementares aos sistemas oficiais de saúde em muitos países, particularmente
ocidentais. Essas recomendações são especialmente enfatizadas nos países pobres
ou de economia emergente, pelo seu baixo custo de implantação e benefícios
concretos à saúde, conforme atesta a própria O.M.S. Tal credibilidade tem
fomentado, nas últimas décadas deste século, vasta pesquisa no meio
científico, em todo o mundo.
No caso da acupuntura aqui no Brasil, percebe-se adesão considerável por
camadas cada vez maiores da população, por seu resultado notável ao tratamento
das dores e outras enfermidades. Só para se Ter uma idéia disso, na cidade de
São Paulo, atualmente, há centenas de consultórios particulares, ambulatórios e
vários hospitais públicos de renome que empregam essa técnica por milhares de
profissionais.
Ao tratamento de muitas doenças relacionados ao estresse, como a depressão,
enfermidades dos sistemas circulatório (hipertensão) e músculo-esquelético
(distúrbios ósteo-musculares relacionados ao trabalho/D.O.R.T.), entre outras, a
acupuntura e as massagens orientais tem se mostrado como instrumentos
importantes (aliadas a outros recursos, como os convencionais existentes) ao
alívio e, em muitos casos, na cura destas manifestações. Vários estudos
consideram que boa parte destas doenças são originadas ou agravadas por
situações estressantes que exacerbam ou estimulam demasiadamente o Sistema
Nervoso Simpático e a ação de suas substâncias ou neurotransmissores como a
adrenalina, noradrenalina (secretadas na glândula supra-renal) e outras que
demandam reações do tipo ataque (agressividade) e fuga (medo), que
originariamente são mecanismos para garantir nossa sobrevivência....Pesquisas
realizadas nos últimos anos têm demonstrado que a acupuntura e afins atenuam
estas secreções pela estimulação de várias outras como as endorfinas
(analgésicos produzidos em nosso próprio corpo), serotonina e diversas, que
sugerem a explicação científica de como estas terapias complementares podem
promover bem-estar, diminuição das dores, auxiliar na prevenção e tratamento das
doenças provocadas pelo estresse.
Escrito por: Luiz Bernardo Lonelli, autor dos livros Do-In,Shiatsu e
Acupuntura,.Roca, SP, 1998 e Prática do Shiatsu, Roca, SP,
2002
Você já deve ter visto, milhares de vezes, praticantes de artes marciais
quebrando barras de aço na perna, pilhas de tijolos com as mãos e até deixando
carros e caminhões passarem por cima deles, sem nada sofrer. São super-homens,
dotados de força extraordinária? Nada disso.
O que leva essas pessoas a fazerem coisas que parecem impossíveis a nós
mortais é o Chi Kung, um conjunto de exercícios milenares baseados na medicina
chinesa, no taoísmo e no budismo. O melhor de tudo é que você pode aprender o
Chi Kung, não para quebrar tijolos, é claro, mas para melhorar a saúde como um
todo, livrar-se do estresse, da depressão e de outros problemas.
- Chi significa energia vital e Kung, cultivo. O Chi Kung então é o cultivo e
treinamento da energia vital, que é capaz de compensar o desgaste a que o homem
é submetido todos os dias, em situações de stress e tensão. Esse desgaste pode
causar doenças, insônia, cansaço físico e até envelhecimento precoce explica
Cassiano Mitsuo Takayassu, professor de Chi Kung, Kung Fu, Tai Chi Chuan,
acupuntura e outras terapias orientais.
Bom para o corpo e a mente
A prática do Chi Kung é feita com posturas, meditações e movimentos que
melhoram a saúde, desobstruem os canais energéticos e são capazes até de curar
doenças como hipertensão e auxiliar no tratamento de câncer, Aids e
diabetes.
- Os resultados são muito bons, e não só no campo da saúde. Em Taiwan, uma
pesquisa comparou crianças praticantes e não-praticantes de Chi Kung. As
praticantes tiveram um poder de concentração e rendimento escolar muito
melhores.
O Chi Kung é capaz até de mudar a forma de encarar a vida ressalta
Cassiano.
Segundo o professor, o Chi Kung é uma das formas mais avançadas da medicina
chinesa, já que é auto-aplicável, ou seja: diferente do shiatsu, da acupuntura e
de outras técnicas, não é preciso o auxílio de um especialista. O ideal é
praticar todos os dias.
- Em 15 a 30 minutos já se pode ter os benefícios. Como muitas pessoas não
podem fazer diariamente, então que façam o máximo que puderem, quando houver
tempo disponível recomenda Cassiano.
O Chi Kung pode ser feito por qualquer um, em qualquer idade. A técnica
aumenta a saúde, garante longevidade e traz muitos benefícios para os idosos,
pois desbloqueia as articulações, e também para esportistas, pois aumenta o
nível energético.
Fonte : Cassiano Mitsuo Takayassu, Vice-Presidente da Ameca, Associação de
Medicina Chinesa e Acupuntura do Brasil e da Anbath, Associação Nipo-Brasileira
de Acupuntura e Terapias Holísticas.